| Thiago Zagonel 的个人资料Canto da folha照片日志列表 | 帮助 |
|
Canto da folhaQuem nunca anotou nada num canto de folha? 9月13日 Ipê AmareloOntem eu tive uma saída do colégio no lugar das aulas de terça de tarde. A saída tinha a desculpa de ser para o projeto de pesquisa, entramos todos no microônibus, bom, todos em parte já que tinham ônibus diferentes para cada linha de pesquisa. A minha linha de pesquisa era de saúde e qualidade de vida se eu bem me lembro, e a saída era para os hospitais, no ônibus estava basicamente eu, umas pessoas que eu nem sabia que estudavam no mesmo colégio que eu e as galeras “quentes” do colégio, entre eles dois amigos meus que faziam com que eu me sentisse menos deslocado, mas ainda assim eu acabei ficando meio aéreo, eu não estava preocupado em conversar o tempo todo com alguém, só tentava pegar o máximo de vento possível e ficava olhando para fora do ônibus. Considerando que o portão do colégio já sai quase na BR, ônibus deve ter desviado de caminho algumas vezes e foi indo para a Vila Isabel (claro que eu só descobri isso depois que a gente chegou lá). Nesse caminho tinham alguns ipês amarelos, aquelas árvores que durante toda a minha vida eu ouvi que era uma árvore típica de Curitiba, e lá estavam aquelas célebres árvores, todas florescidas, peladas sem folhas e só com as flores amarelas. O “toda minha vida” que eu disse agora pouco na verdade seriam alguns primeiros anos de escola (no esperança), e eu devo ter ouvido isso umas três ou quatro vezes, mas ainda assim, aquele amarelo das árvores me trouxe algumas várias lembranças, do tempo em que eu estudava no Esperança (rima despropositada) e claro, como sempre, aquela mesma pergunta que eu criei o hábito de me fazer “se eu pudesse refazer tudo, o que eu teria feito?”. O problema dessa pergunta é que um homem (um pia) não ter certeza do que vai fazer ou de que decisões vai tomar até é normal mas um homem não ter nem certeza do que ele queria ter feito mas já é impossível de fazer incomoda mais. Depois o ônibus parou no Hospital do Coração Constantini, fundado por um médico argentino que deve usar um nome artístico, afinal não é sempre que alguém tem um nome tão musical “Constantino Constantini”. Fomos ao auditório e assistimos a uma palestra sobre prevenção de infecções hospitalares. Como era aquele comecinho de tarde, eu tinha almoçado há pouco tempo e a sala estava com uma temperatura perfeita eu dava algumas piscadas bastante longas, até uma hora, que eu devo ter dormido por 15 segundos até derrubar minha caneta no chão, então acordei assustado e felizmente não dormi mais nenhum pouco. No resto da tarde eu fiquei bem acordado e preocupado em falar com as pessoas sempre, mas era uma preocupação diferente, estava mais para uma vontade. O resto dia foi sair do hospital, entrar no ônibus de novo, ir para a farmácia universitária da PUC, sair esperar o ônibus meia hora, chegar no colégio conversar com os conhecidos e amigos que estavam em outros ônibus, descer pela terceira vez da entrada da BR para a entrada do Prado Velho do Medianeira, ligar para a minha mãe, descobrir que ela ia demorar e ir sentar no banco pendurado com correntes que no tempo do Esperança nós costumávamos sentar depois da aula (o nós nesse caso seria eu e as pessoas do esperança que ano passado estavam lá enquanto eu estava no Bom Jesus). Eu não estava junto com eles e nem estava com o sol do meio-dia batendo na minha cabeça, na verdade, quase não tinha sol e eu estava ali sozinho, mas ainda assim, por um tempo, que não foi só o que eu passei no banco, eu tive certeza do que eu teria feito. 4月16日 Coisas à fazerCoisas que eu preciso ou quero fazer - Baixar Life Pursuit do Belle & Sebastian - Ouvir uma ultima vez aquele CD do Oasis - Baixar as musicas novas do Babyshambles - Conhecer melhor todas as bandas que você colocou uma ou duas musicas no iTunes - Editar decentemente o blog - Tirar fotos novas - Comprar um esfoliante quando o gel de limpeza acabar - Lembrar de treinar as escalas pra violão - Ler o livro do colégio - Melhorar no colégio - Ler aqueles livros que me emprestaram - Comprar um tenis novo - Lembrar de fazer alguma coisa decente com alguns textos - Parar de dormir de roupa ou com a TV ligada - Aprender a se importar com coisas de interesse geral (inuteis) e não com coisas que não servem como assunto para falar com as outras pessoas - Parar de ter medo do que as pessoas vão pensar - Começar a pegar os telefones das pessoas - Ver os amigos com mais freqüência - Fazer mais atividade física - Sair de casa mais vezes - Assistir o Poderoso Chefão (vergonha não ter visto) - Achar o livro In a Word pra lembrar algumas coisas dele - Arranjar um jeito de praticar o italiano - Comer mais frutas - Começar a assistir Malcolm todos os dias menos terça(aula =/) as 4 da tarde - Tentar realizar tudo que eu planejar - Parar de usar carinhas toscas - Fazer amigos que eu queira manter - Enfrentar meus medos - Aprender a ser interessante - Parar de fazer planos |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||| importante! 1月16日 Planos para o que já passouTodo mundo um dia já se perguntou como seria voltar no tempo, poder refazer algumas coisas, o próprio Einsten (aquele que acredito que seja o mais famoso cientista, ele, não Isaac Newton como o professor de física disse naquela aula citando que ele não gostava de relações sexuais) acreditava na ocorrência dessas coisas "talvez isso aconteça mesmo, quando nós sentimos vontade de fazer alguma coisa idiota e nos assustamos de tão real que pareceu, talvez tenha acontecido mas foi concordado em desfaze-la". Como seria fazer o ano que passou de volta? "sabio aquele admirado roqueiro novaiorquino dos anos 2000 que cantou que os rancores antigos morrem devagar" ficar acordado na noite da gordinha e não agir como um morto, e depois, talvez mudar a primeira grande decisão e então viver com acontecimentos novos ou repeti-la já sabendo o que vai acontecer, no caso da primeira opção, de qualquer jeito, a experiência não deixa de ser boa mesmo quando não se sabe nada que vai acontecer. E eu saberia algumas coisas por exemplo, que o Brasil não seria hexa, e também saberia antes do ultimo jogo deles que eu iria querer assistir os jogos da seleção de Portugal, mas também eu já saberia tudo que acontece em boa parte dos filmes que eu ia assistir com os meus amigos ou com a minha irmã e o namorado dela, ou com a minha prima e o filho da minha prima que eu passei os primeiros 6 anos da minha vida sem saber que era mesmo prima, se bem que eu posso assitir os episodios de Lost várias e várias vezes sem enjoar na verdade foram necessarias 6 "numero peculiar não?" assistidas de 4 mesmos episodios em uma semana e meia "malditos números primos e impares" para me enjoar mas hoje? Eu assistiria de volta esses mesmos 4 episodios, assim como ontem prefiri Jogo de Espiões que já assisti a um filme vagabundo mas que tinha a Angelina Jolie que eu não assisti antes. Provavelmente começaria o curso de violão ainda acompanhado do de italiano, ah como eu deveria ter conversado mais com aquelas pessoas do curso de italiano algumas delas impressionantes, antes de ter quase terminado o semestre, mas nem por isso continuaria com mais um semestre do curso, com certeza não... E também tentaria achar o livro de poesia italiana pra praticar antes, talvez melhorasse minhas notas, talvez, talvez também se eu lembrasse de dormir antes da meia noite e com esperança suficiente qualquer dia desses "de preferencia hoje dia 16, dos 16 que eu vi aos montes em um dia e não lembro que dia que era só que não era dia 16 e tambem não lembro onde vi os 16 só sei que foi assim é o que diria aquele amarelo personagem do livro de Ariano Suassuna que tive que ler para a escola" Ou então para continuar sem saber de grande parte das coisas eu poderia ligar para mim mesmo e me dar alguns conselhos, provavelmetne isso me tiraria alguns amigos e tambem lembrança deles que eu me arrependeria de não ter feito, talvez seja até a melhor parte da ligação: nada de lembranças verdadeiras/falsas mas tambem acabaria com aquela idéia, aquela "dava pra fazer um jogo assim" e tambem dessa mesma de escrever um texto sobre recomeçar o ano... pelo menos isso tudo é impossivel e a única coisa que eu posso fazer é imaginar como seria... mas de qualquer jeito eu vou dormir antes da meia noite amanhã, ou melhor hoje. 6月25日 Massas de ar...e o pequeno ventilador no canto da sala, virado para a parede como de costume, fazia o ar circular, de fato, eu sentia o ar circular e um vento de mudança que começava a soprar para os dias que viriam, "vai ser um dia agitado" o clima instável e o veranico de maio chegando em junho, quebras de rotina que se tornaram rotineiras e por isso a alegria melancólica de terça as 6 da manhã, tentar seguir o simples ritmo "é assim mesmo que se aprende", seguir conselhos que dão errado e esquecer os que davam certo, ouvidos durante um ano, e as ferramentas de um grande progresso "não tem como ser breve nisso" iluminadas pelo sol que o progresso bloqueará, as coisas desejadas se tornando comuns por virarem rotina e, a falta de inspiração para escrever "você não está usando todo o seu potencial" os problemas de segunda "a culpa não foi sua" e os consolos e a a confiança de alguem que nunca imaginei me aproximar, a água impregnada com gosto de tinta, conversar e decidir se tornar normal e a coicidência nostálgica não suficientemente aproveitada que me fez pensar que não foi por acaso, e a comprovação dos comentários que nunca percebi serem verdade talvez devesse começar a acreditar nos outros, as conversas se tornando mais longas e unidades de medida para vida social "que tipo de lugar doentio é esse?" as expectativas a estrada as idiotices e as mudanças e o ar circulando "tudo é baseado nessa batida". As folhas requisitadas, ouvir o barulho que vem do lado, a terceira tentativa e o tempo se esgotando, as coisas chatas e a vida com trilha sonora "e o ar circulando para não ficar abafado" um calor relativo com vento frio e os exemplos a serem seguidos e um grupo difrente e as linhas não lidas mas que eu sei que existiam, os sonetos na sala fresca, o jardim de inverno e água fresca, "não esquente a cabeça". 5月1日 De cinco em cincoTudo comçou a andar no sentido oposto a escrever, burrice social,
distração e visita na sexta. Cada vez mais perto da normalidade "não
existe um normal", não parei em casa, substituir o mais simbólico, não
necessariamente equivalente "se propaga mais rápido nos sólidos", e
quanto ao vacuo? Pessoas normais não são talentos "já disse que não
existe um normal" nomes de remédio, tom irônico, decadência e
possibilidade de ver todos que o vêem, dividir em quatro partes "vamo
haquea o rocha" deixar para ultima hora, pular os acentos. Perto da iluminação já entortada vou avaliar por 60 minutos mais uma vez "quando chegar em 25 eu paro", preguiça de acordar... adiantei o relógio em 10 minutos, 5 segundos fizeram diferença, sentimento de culpa pelos outros, "aos poucos vai se recuperando" suposta utilização de trechos, calculos previos, para evitar o desperdicio de sementes, vou organizar por tópicos e usar mais orações com sujeito, mesmo que oculto mas com sujeito. Exigência desnecessária, cria mais problemas "depois que chegar no máximo fica facíl distribuir o resto" melhore genéticamente, através de processo seletivo, esqueça o que perdeu, julgue pela disposição, olhe antes a fonte, teria posse da capa e mais sentido de outra forma, me colocar em um ciclo vicioso, sem sentir que era feriado, "marcas no pescoço" começo no fim de semana, inspiração que surgiu do nada e acabei sentado escrevendo mais uma vez; é só desenvolver uma nova técnica, entrar em um lugar em que não se percebam quatro "divididas em quatro" estações, dia ou noite, decorar principais peninsulas bacias e cordilheiras, "lago absurdamente salgado", deixar a esteira empurrar e depois voltar, "por isso preferi assim" fingir que entendeu para não incomodar e pela segunda (ou terceira sei lá) vez conectar o cabo e passar, afinal o conhecimento dobra de cinco em cinco anos. 3月19日 Cheiro de armárioAs tardes prosseguiram quentes, dialogos prosseguem necessarios tanto quanto o ar, arrependimentos nunca deixam de existir, o tema fica sempre escondido. Lembranças duram a eternidade "meu personagem vive" se um sobrvive em poucos passos o outro também podem viver, o tempo esfria durante a noite algumas luzes se mantém acessas "não sou o único" algumas sensações são estranhas mesmo sem saber por que, indentificamos nós em coisas que não esperavamos "é só pegar aquele casaco" depois de um ano tudo cheira à armário, por isso lembranças são desconfortaveis, criamos personagens mas nehum vive "meu personagem vive" podemos gritar problemas ao vento e as almofadas, mas nenhum ouve , podemos fazer o que quisermos, "um secador abafa qualquer discussão" aparatos eletrônicos matérias com propriedades, inventaram notações cientificas para ecrever numeros mais rapido, não para escrever pessoas. Usamos ironias, "a cidade nunca dorme" convivo com umidade; em certa época do ano se usam roupas com cheiro de armário, "propriedades organolépticas" impressionados facilmente, efeitos estranhos, ter insônia e achar isso legal, olhar para um parque relativamente vazio "sempre aparece algum louco" o que mais preocupa em defender é também a melhor forma de se defender, imperativos sempre fogem da regra, o pior ponto de vista, são todos "hematomas podem ser divertidos" em alguns lugares o sol nasce e se põe mais rapido, não há formas de desviar "dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço" dividir ambientes, conectar o cabo e passar, resposta mais idiota que a pergunta, perfeição expressa, e a certeza de que vai ser diferente, com esforço dois personagsens podem viver, "onde come um comem dois" 2月17日 O banco e as correntesApós um bom periodo de nervosísmo, lá estava eu (ou uma da minhas polaridades provavelmente a mais tímida e quieta): compromissos, aulas reiniciando, horário rigido, professores e amigos novos, construções confusas "engenheiro da porra", expectativa por alguma pergunta "tem horas em que é mais facíl responder do que perguntar" enfim um dia no mínimo estranho, apresentações lerdas preferências reveladas, ironia calada... "talvez amanhã fique melhor" amanhã foi mais um dia de face tímida como todos os outros que se sucederam e a mesma expectativa de que amanhã fique melhor "melhor: comparativo de bom" os verbos transitivos não significam nada sem um objeto direto "sinto saudades", tantas perguntas alguém pensando parecido, falar um pouco de besteira, "no quinto momento se mata", nada muito sério.
"Sinto saudades daquele banco" complemento nominal completa o sentido de um nome. Um dia de chuva forte, quase me molhei naquele tempo embaixo da chuva, duas ou três metades de pingos caíram, e a semana passando, pessoas falando, aulas correndo, conteúdo útil e conteúdo nem tanto, não conhecer nada é um saco e assim foram passando a primeira e a segunda semana: professor mala apresentações desnecessárias, professor massa, "massa é a quantidade de matéria que determinado corpo apresenta", V=d/t , estacionamento cheio em horário errado, não existem buracos no gás, expoente negativo, base não sei o que... finalmente o fim de samana tudo como de costume, todos felizes e a outra semana por vir...
Será que valeu a pena essa decisão, sim, a mudança o desafio é tudo perfeito mas, ainda assim o adjunto adnominal completa o substantivo especificando-o "sinto saudades daquele banco com correntes" |
||||
|
|